Srta. Saraiva
Ela não sabe quem ela é, mas ela é. Há muito e nada a ser dito sobre ela, mas algumas coisas são certas: é admiradora das letras e dos sons [estando os dois juntos ou não]. Às vezes ela fala, às vezes ela canta, às vezes ela cria. Às vezes ela é chamada de Pomba, outras de Paps, Super ou Encrenca. Às vezes, porém, ela é só a Paloma mesmo. Ela estuda para ser uma professora de Português de garbo e elegância. Cantadeira ela já é desde pequenininha. Ela gosta de escrever uns versos [que são mais devaneios] e colocar aqui. Às vezes os versos viram prosa, mas ela gosta deles do mesmo jeito. As descrições que ela faz são bem esclarecedoras, mas ela desconfia que esta daqui não foi uma delas. Paciência.

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Lay da vez
Uma releitura de um lay de 2005. Algumas mudanças de cores e lugares e aí está o novo The things behind the mirror ball que é a 20ª versão do SuperPaloma.



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Já fui famosa
Indicação para BON - 10/05/05
Indicação para BON - 30/08/05
Indicação para BON - 22/11/05



Créditos
Layout: Paloma
Hospedagem e Comentários: Blogger




Desde 2003

Quarta-feira, Abril 09, 2008

Quadra

Versos já antigos [devem ter seus dois anos], mas só tornam-se públicos agora:

Fuga

Só você não viu, mas eu fugi
porque o amor já tinha fugido,
porque você me deixou partir.
Por que você me deixou partir?

Até mais ver.
Paloma às 4:09 PM
Solte o verbo:

Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

Novos versos...

...e eles são estes a seguir:

Constatação

Olhe bem por esses rostos,
eles querem te dizer
que alegria escolhe quando
ou como vai aparecer.

Ela é grande empresária.
Quê questão de visitar?
Sua presença é por hora:
rara, cara e a marcar.

E final feliz de livro
desses de conto de fada
é tão raro que extinto,
é tão mito quanto fada.

Tá achando que é verdade
esse conto de mentira?
Tá achando que é maldade
fazer te aguçar a mira?

Faz favor, esquece tudo
que eu disse até agora
que pessoa gente entende
só aquilo que apavora.

Se alegria nunca houve,
isto aqui é só balela,
sonho se lamenta em verso
e o povo acende vela.


Bom 2008.

Até mais ver.
Paloma às 6:02 PM
Solte o verbo:

Segunda-feira, Dezembro 03, 2007

Continuando o remember time

Esse post é uma espécie de crônica, publicado aqui em setembro de 2005. Um dos mais engraçados na minha opinião:

Acontecências cotidianas

Esses telefonemas que recebemos em horas não muito apropriadas deveriam ser pecado. Algo banido da Terra. Proibidos pela constituição e com pena de morte.

Tá lá um dia bonito, todo mundo feliz e você decide visitar o senhor vaso sanitário para acertar suas contas fisiológicas diárias com o mundo. No meio do envolvimento todo, daquela concentração, daquela tensão, daquele clímax narrativo você ouve a desgraçada: trim trim trim TRIIIIIM.

Sim. Algum infeliz, sem nada melhor para fazer, resolveu te ligar nessa hora. Exatamente nessa hora. No único momento em que ele não podia. Aí pronto. Acabou o clima. Nem adianta mais tentar prosseguir com a cerimônia e fingir ignorar o barulhinho: quando se foi interrompido nessa situação, já era.

Fazer o quê, então? Relevar a situação interrompida e ir atender ao infeliz. E quando você encosta a mão no telefone, o maldito pára de tocar! Tome Lei de Murphy para alegrar o dia!

Situação 2: um dia terrível. Você está abarrotado de coisas para fazer, seja lá o que forem elas. Estudo, compras, contas, trabalho... Algo que lote o seu dia. Nada poderia te interromper, mas como o tio Murphy é o seu fã número um, dá-lhe celular tocando de cinco em cinco minutos.

De repente todas as pessoas que você já viu na vida resolvem te ligar. Pra contar da cria do cachorro da vizinha, da massa de tomate que apodreceu na geladeira, do carro que bateu no poste da esquina... Aqueles assuntos que, num dia como esse, seriam os mais inúteis. Mas você, bem educado, ouve a todos pacientemente. Finge uma comemoração quando descobre que foram 5 filhotes ao invés de 4; demonstra tristeza ao saber que o carro era do primo do cunhado da sua madrinha do Acre; concorda quando ouve que não se fazem mais massas de tomate como antigamente... Até que todos os presentes na sua lista telefônica tenham te ligado e você enfim consiga fazer pelo menos uma das coisas que havia previsto para o dia.

Aí você descobre que o dia tá quase no fim e você não fez absolutamente nada.

Situação 3: domingo. Dia de dormir. Dia de dormir até não querer mais. Dia feito exclusivamente para não acordar com despertador e... Sim! Aquela tia da sua mãe que você só se lembra de ter visto quando tinha 5 anos de idade te liga para saber como vai a vida. Detálhe: às 7 da madrugada de domingo. Você diz pra véia que vai passar o telefone para a sua mãe. Levanta com custo da cama quentinha, tem vontade de esfaquear a véia, mas ainda assim procura a sua mãe. E, para sua surpresa, a sua mãe resolveu acordar cedo para caminhar. E ela nunca faz isso.

Lá vai explicar pra tia véia que a mãe não tá em casa. Aí a tia fica triste, meio deprimida, mas logo lembra de um caso do sobrinho mais novo da vizinha dela e dá-lhe fofoca. Tia véia é, por natureza, amante de fofocas.

Vão-se 40 minutos preciosos de seu sono dominical ouvindo a ladaínha até que, por um milagre divino, você consegue tapear a tia véia e desliga o telefone. "Cama, finalmente!" Como somos iludidos: o sono, cadê? É, ele não vem mais. Agora só domingo que vem...

________
Lembrei dessas situações hoje, quando todo mundo resolveu não me deixar estudar pra prova de física que tive hoje de noite. Resultado: desastre total. Viva! Bem, pelo menos isso me rendeu um post e uma grande carga saudosista enquando me lembrava dessas várias situações que já passei. E o pior de tudo é saber que ainda irei passar por muitas delas (risos).


De fato, continuei e continuo passando por situações abomináveis como essas. Mas depois que passam, elas servem pelo menos para dar umas boas risadas.

Até mais ver.
Paloma às 4:57 PM
Solte o verbo:

Terça-feira, Outubro 23, 2007

Um layout para recordar

Pelos meados de 2005, a primeira versão deste lay, "The things behind the mirror ball", foi feita. Os antigos freqüentadores desta birosca aqui [se é que eles ainda existem] devem se lembrar dele.

Por que coloquei o tal lay de novo, você leitor se questiona. Porque há alguns dias venho me divertindo com os arquivos do SuperPaloma, lendo poemas velhos, posts desesperados da época de vestibulanda, coisas de dois, três anos atrás, e aí bateu aquela nostalgia. Lembrei-me que até hoje, de todos os lays que eu havia feito, a primeira versão deste aqui tinha sido o meu preferido. Então liguei o antigo PC e fui em busca dos restos mortais do tal lay. Achei-os, passei pro PC que uso agora e considerei a possibilidade de colocá-lo de novo, igualzinho antes, sem nenhuma modificação. Acontece que não se repete layout, meus amigos, não é de bom tom. Mentira, é porque eu tive instantaneamente a idéia de fazer uma versão "2.0" dele, por assim dizer. Dois dias na labuta por alguma coisa que prestasse se passaram até que encontrei uma combinação de cores e pequenas modificações que me agradou.

É inegável que a primeira versão de "The things behind the mirror ball" continua sendo a minha preferida: foi a primeira, foi a pioneira e bah, admita-se, foi a mais bonita também. Mas apesar disso, gostei bastante da nova também.

Hum, cabe dizer que durante esses dias de diversão com meus arquivos, achei muita coisa bacana de que eu nem me lembrava mais. Uns textos super engraçados, uns poemas antigos, até algumas músicas. Bem, tudo isso para dizer que acabei selecionando umas duas ou três coisas pra repostar por aqui. Então hoje vai aí um poeminha-piada de 2005.



Aqui onde eu moro
as gaviotas não voam.
Elas não piam.
Elas não fazem seus ninhos.
Aqui onde eu vivo
as gaviotas não vêm em bando.
Nem em duplas,
nem sozinhas.
Aqui onde eu moro
não existem gaviotas
e nem gaivotas.

Até mais ver.
Paloma às 2:12 PM
Solte o verbo:

Quarta-feira, Outubro 03, 2007

Sessão "Músicas da Paloma" - parte II

Feita há aproximadamente um mês. E não, ela não é sobre mim, mas sobre um outro eu qualquer, um desses muitos "eus" que a gente vê de cima, através de lentes psicológicas e com takes imaginários.


Fantoche
[Paloma Saraiva]

Dos fatos que vivi,
dos dias que passei,
das dores que eu senti,
das notas que cantei,

de tudo isso até agora,
o que é que me restou?

Se eu sinto um vazio,
parte oca no mundo,
como se a minha capa
sorrisse pra você,

mas ela mente o tempo todo,
em quê me transformou?

Eu sei que sou fantoche,
mas quem que me controla?
Eu sei que estou fadado
a percorrer a lama.

Eu sei que o desespero
garante minha errância
e quem consegue querer
continuar vivendo assim?
Eu só sei que eu procuro um fim.

Até mais ver.
Paloma às 7:46 PM
Solte o verbo:

Domingo, Agosto 05, 2007

Sessão Músicas da Paloma

Canção relativamente antiga, feita em parceria com Zelito, meu rimão. E das minhas músicas, esta é a que ele menos gosta. [Tudo bem, ele só fez 1 frase da música, mesmo... Hauhuhua]


Não tem
[Paloma Saraiva/ Jean Prestes]

Pra quê tudo isso?
Tantos mas, tantos ais, quantos quais!
Tanto faz quantos mais. Quanto mais? Tanto faz.

A sua complexidade
ultrapassa minha competência
e vem de longa data
p'ra complicar tudo que nos sustenta...

Interrogação.
Ponto final nessa fala
não tem. [não]
E depois vem dizer
que complicado sou eu.

Ponto final nessa fala
não tem. [não]
Não tem. [não]

Até mais ver.
Paloma às 1:23 PM
Solte o verbo:

Sábado, Julho 21, 2007

Sessão poemas devaneiados da Paloma

Aros

Os aros que podem me conter não estão aqui.
Aqui há sentimento resto, contínuo e heterogêneo.
Cansei de encenar. Dói uma dor calada, dá uma revolta burra.
Cheiro de mar enjoa, gosto de mar é ruim.
E o pensamento voa atrás daqueles aros.

Até mais ver.
Paloma às 11:02 AM
Solte o verbo:

Segunda-feira, Julho 09, 2007

Superioridade? Uma ova!

Tem borboleta que, quando abre as asas, seus predadores pensam que ela é uma coruja. Tem inseto que mais parece folha seca do que um inseto propriamente dito. Tem polvo que em poucos segundo consegue mudar de cor para se camuflar no ambiente em que vive.

Eu não pareço coruja e nem folha seca. Tão pouco mudo de cor em poucos segundos. Eu não sou um bicho muito divertido, não. Nem eu e nem você, seu sem graça.

Essa raça humana é uma beleza. Tinhamos tudo para sermos os mais coitados do reino animal e, no entanto, somos os dominadores. Neurônios super-desenvolvidos numa grande massa cinzenta fazem toda a diferença.

Agora pegue seus super-neurônios. Vou pegar os meus também, não se preocupe. Vamos jogá-los fora. Pronto, não existe mais humano. Que graça, não? Somos superiores por causa de um bando de células descabeladas que ficam juntas. Isso é tão... simples! Não dá nem pra tirar onda. Se a gente parecesse uma coruja, uma folha seca ou mudasse de cor toda hora ia ser mais legal. Às vezes, não. Mas ninguém nunca esperimentou para saber.

Eu queria ser irracional. Tal qual a borboleta, o inseto, o polvo. Talvez, quem sabe, morar numa sociedade como a das formigas. Ter asas maiores do que eu mesma como as araras. Ter minha própria luzinha (vulgo biolumnescência) como os peixes abssais...

Mas não, eu apenas tenho garras atrofiadas, dentes que não machucam inimigo algum, membros adaptados à pouca velocidade... e um cérebro que me faz pensar demais e às vezes ainda fica doendo.

Ser humano não é lá essas coisas.


Texto meu postado no extinto balburdia.blogger, quando o tema era "Se eu fosse um bicho". Resolvi desenterrar as coisas que eu aprontava por lá e acabei achando algumas até... interessantes.

Até mais ver.
Paloma às 3:43 PM
Solte o verbo: